A válvula borboleta é um dispositivo de controle de fluxo composto por um disco que gira 90° para abrir ou fechar uma tubulação. Ela é leve, econômica, rápida de operar e usada em líquidos, gases e vapores em indústrias como química, saneamento e energia.
A válvula borboleta é um componente fundamental em sistemas de tubulação, utilizado para controlar o fluxo de líquidos, gases e outros materiais. Sua estrutura simples, mas eficiente, a torna uma escolha popular para diversas indústrias.
Neste artigo, entenda o que é uma válvula borboleta, como ela funciona, seus tipos mais comuns e suas principais aplicações na rotinas das indústrias. Acompanhe!
O que é válvula borboleta?
A válvula borboleta é um dispositivo de controle de fluxo que opera com um disco metálico que gira em torno de um eixo. Esse disco se move de maneira a abrir ou fechar o fluxo de fluido através de uma tubulação.
O nome “borboleta” é dado devido ao formato do disco, que lembra as asas de uma borboleta quando está aberto.
Por sua simplicidade, a válvula borboleta é uma solução econômica eficiente para muitas aplicações industriais. Ela é projetada para controlar e interromper o fluxo de fluido com facilidade, podendo ser encontrada em sistemas que operam com líquidos, vapores e gases.
Como funciona a válvula borboleta?
Quando o atuador ou a alavanca é acionado, o disco da válvula gira ao redor de seu eixo. Dessa forma, quando o disco está alinhado com a tubulação, o fluxo de fluido é livre, ou seja, a válvula está aberta. Mas quando o disco é girado 90 graus, ele bloqueia completamente o caminho do fluxo, fechando a válvula.
O design da válvula borboleta permite que ela ofereça um controle rápido e eficiente do fluxo, sendo bastante útil em sistemas onde é necessário abrir ou fechar rapidamente a passagem do fluido.
A válvula borboleta também é chamada de um quarto de volta, uma vez que ela funciona com um giro incompleto, apenas num movimento de 90° graus.
Quais são os componentes de uma válvula borboleta?
A válvula borboleta possui uma construção relativamente simples, mas cada componente exerce uma função importante para garantir o controle eficiente do fluxo.
Os principais componentes de uma válvula borboleta são:
- Disco — elemento responsável por abrir ou bloquear a passagem do fluido;
- Eixo — conecta o disco ao sistema de acionamento;
- Corpo — estrutura principal que abriga os componentes internos;
- Sede de vedação — responsável por evitar vazamentos quando a válvula está fechada;
- Atuador ou mecanismo de acionamento — permite a abertura e o fechamento da válvula de forma manual ou automatizada.
A qualidade desses componentes influencia diretamente a durabilidade, a vedação e o desempenho operacional da válvula borboleta.
Quais os tipos de válvula borboleta?
Existem diferentes tipos de válvula borboleta, cada um projetado para atender a necessidades específicas em sistemas de tubulação. A escolha do tipo adequado depende de fatores como o tipo de aplicação, pressão, temperatura e requisitos de vedação. Saiba mais a seguir!
Válvula borboleta Lug
A válvula borboleta Lug é projetada para ser instalada entre dois flanges. Ela possui furos nas extremidades para fixação, permitindo que a válvula seja montada de forma simples e prática.
O design Lug permite a instalação e remoção da válvula sem que seja necessário remover toda a tubulação, o que facilita a manutenção e a substituição.
Essa válvula é muito usada em sistemas onde há necessidade de fácil manutenção e substituição sem interrupção do fluxo no sistema. Além disso, é ideal para aplicações que exigem vedação segura e confiável.
Válvula borboleta Wafer
A válvula borboleta Wafer, ao contrário da versão Lug, não possui flanges de fixação nas extremidades. Ela é projetada para ser instalada entre dois flanges existentes, oferecendo uma solução mais compacta e econômica.
A válvula Wafer é uma das mais comuns e versáteis, podendo ser usada em sistemas de baixa e média pressão.
Válvula borboleta Tri-excentrica
A válvula borboleta Tri-excentrica, ou de tripla excentricidade, possui um design inovador, com três desalinhamentos específicos entre o disco e a sede.
Esse design garante uma vedação superior, minimizando o desgaste e o risco de vazamentos, principalmente em sistemas de alta pressão e temperatura.
Essa válvula é projetada para oferecer uma vedação mais confiável e durável, ideal para aplicações exigentes em indústrias como petróleo, gás e energia. Seu funcionamento sem atrito entre o disco e a sede garante maior vida útil no controle do fluxo.
Válvula borboleta bi-excêntrica
A válvula borboleta bi-excêntrica é um tipo de válvula utilizada para controlar o fluxo de líquidos ou gases em tubos.
Ela possui uma característica especial: seu disco de controle, que fica dentro da válvula, é montado de forma que seu eixo não esteja no centro da válvula, mas em um ponto deslocado — daí o nome de “bi-excêntrica”.
Isso permite uma vedação mais eficiente, que reduz o desgaste do material e melhora o desempenho em sistemas de alta pressão ou temperaturas elevadas.
Válvula borboleta revestida em PTFE ou PFA
A válvula revestida em PTFE ou PFA é uma válvula borboleta que possui um revestimento especial de politetrafluoretileno (PTFE) ou perfluoroalcóxido (PFA). Esses são materiais conhecidos pelas suas excelentes propriedades de resistência química e térmica.
Esse revestimento é usado para proteger a válvula contra produtos agressivos, como ácidos ou solventes, garantindo que ela possa ser utilizada em processos industriais com substâncias altamente corrosivas.
Onde a válvula borboleta é utilizada?
A válvula borboleta é amplamente utilizada em sistemas que exigem controle rápido de fluxo, baixa necessidade de manutenção e excelente relação custo-benefício.
Entre as principais aplicações da válvula borboleta estão:
- Sistemas de tratamento de água e efluentes;
- Indústria química;
- Indústria petroquímica;
- Indústria alimentícia e de bebidas;
- Papel e celulose;
- Sistemas de climatização (HVAC);
- Usinas de energia;
- Redes de distribuição de água industrial.
Sua versatilidade permite o uso em diferentes condições operacionais, desde processos simples até aplicações com elevados requisitos de segurança e confiabilidade.
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Automação da válvula borboleta
O acionamento da válvula borboleta pode ser feito de forma manual ou com automação, conforme veremos abaixo:
Acionamento automatizado
A utilização mais prática e eficiente de uma válvula borboleta costuma ocorrer com acionamento automatizado, o que pode ser feito através de atuadores elétricos, hidráulicos ou pneumáticos.
Acionamento de forma manual
Outra opção é utilizar força manual para acionar a válvula borboleta. Nesse caso, é utilizada uma alavanca ou, se a válvula for de grande porte, o acionamento pode ser feito por um volante.
Vantagens das válvulas borboleta
As vantagens da válvula borboleta são significativas para os setores que dependem de um controle eficiente de fluxo, principalmente quando falamos sobre dimensões superiores a DN 200.
Entre as vantagens, estão:
- Design compacto e leve, exigindo menos espaço para instalação;
- Durabilidade e baixa manutenção por ter poucas peças móveis e, consequentemente, poucos pontos de desgaste;
- Rápida ação com capacidade de abertura e fechamento total do fluxo;
- Custo reduzido em razão do design ser compacto e simples;
- Ampla versatilidade, pois pode ser aplicada nos mais variados sistemas industriais.
Limitações da válvula borboleta
As principais limitações da válvula borboleta estão relacionadas ao seu uso em condições mais severas, já que nem sempre ela oferece a vedação ou resistência ideal para determinados fluidos e pressões.
Entre as principais limitações da válvula borboleta estão:
- Pode não ser adequada para altas pressões em modelos convencionais;
- Menor desempenho em controle fino de vazão quando comparada a válvulas globo;
- Risco de cavitação em aplicações específicas;
- Não indicada para fluidos altamente abrasivos, que podem desgastar o disco e a sede.
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Como escolher a válvula borboleta ideal?
A escolha da válvula borboleta influencia diretamente a eficiência operacional, a segurança do processo e a vida útil dos equipamentos. Para garantir a especificação correta, é importante avaliar alguns fatores técnicos antes da instalação.
- Tipo de fluido utilizado: analise as características do fluido que será transportado, como líquidos, gases, vapores ou substâncias corrosivas. Dependendo da aplicação, pode ser necessário optar por materiais mais resistentes para garantir durabilidade e segurança.
- Diâmetro nominal (DN): o diâmetro da tubulação deve ser compatível com as dimensões da válvula borboleta. Essa avaliação é fundamental para garantir o desempenho adequado do sistema e evitar restrições no fluxo.
- Temperatura e pressão de operação: cada modelo de válvula borboleta possui limites específicos de pressão e temperatura. Verificar esses parâmetros ajuda a selecionar um equipamento compatível com as condições do processo.
- Tipo de acionamento: a válvula borboleta pode ser acionada manualmente ou por sistemas automatizados, como atuadores pneumáticos, elétricos ou hidráulicos. A escolha depende do nível de controle e automação exigido pela aplicação.
- Frequência de acionamento: aplicações com ciclos frequentes exigem válvulas com elevada resistência mecânica e sistemas de vedação de alta qualidade. Nesses casos, modelos automatizados costumam oferecer melhor desempenho.
Compatibilidade e normas técnicas: verifique se a válvula borboleta atende às normas aplicáveis, como ABNT, DIN e API, além de garantir compatibilidade com flanges, conexões e demais componentes da instalação.
Normas e padrões da válvula borboleta
As válvulas borboleta são fabricadas conforme normas internacionais que garantem segurança, confiabilidade e compatibilidade nos mais diversos sistemas industriais.
Entre as principais normas estão API 609 (Categoria A), ISO 5752, MSS SP-67 e EN 593, que definem dimensões, testes de estanqueidade, face-a-face, além de requisitos construtivos e operacionais.
Para aplicações em saneamento, padrões como ABNT NBR 15768 e série ISO-5752 linha 20 são comuns em válvulas com sede resiliente. Já para instalações com atuadores diretos, a norma ISO 5211 assegura a uniformidade na interface de montagem entre atuador e válvula.
Essas certificações reforçam a integridade técnica das válvulas borboletas, permitindo instalação segura em diversos setores, como indústrias químicas ou de tratamento de água.
Comparativo: válvula borboleta vs válvula esfera, gaveta e globo
| Tipo de Válvula | Vantagens | Quando escolher |
| Válvula Esfera | Design leve; operação rápida (¼ de volta); bom custo-benefício em sistemas de baixa e média pressão | Válvula esfera oferece vedação superior e desempenho robusto sob altas pressões; ideal para óleo, gás ou aplicações críticas. |
| Válvula Gaveta | Compacta, com ótimo custo-benefício, fácil instalação e manutenção | A válvula gaveta é melhor para vedação total em sistemas de alta pressão e minimiza queda de carga. |
| Válvula Globo | Controle preciso de fluxo possível, versátil para estrangulamento ou ajuste fino | A válvula globo é ideal quando se exige regulação fina ou uso em caldeiras, vapor ou processos delicados. |
| Válvula Borboleta | Design leve; operação rápida (abertura/fechamento parcial ou total); bom custo-benefício; adequada para grandes diâmetros | Ideal para sistemas de baixa a média pressão, onde é necessária uma operação rápida e econômica. Muito usada para água, ar e gases não corrosivos |
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Perguntas frequentes sobre válvula borboleta
Confira algumas das dúvidas mais comuns sobre válvula borboleta, suas características e aplicações em sistemas industriais.
Qual a diferença entre válvula borboleta e válvula esfera?
A principal diferença está no mecanismo de fechamento. A válvula borboleta utiliza um disco giratório para controlar o fluxo, enquanto a válvula esfera utiliza uma esfera perfurada. Em geral, a válvula borboleta se destaca pelo menor peso e custo em grandes diâmetros, enquanto a válvula esfera costuma oferecer excelente vedação em aplicações específicas.
A válvula borboleta pode controlar a vazão?
Sim. Embora seja amplamente utilizada para bloqueio e abertura de fluxo, a válvula borboleta também pode operar em posições intermediárias para realizar o controle parcial da vazão. A eficiência desse controle depende do modelo e das características da aplicação.
Qual é a vida útil de uma válvula borboleta?
A vida útil de uma válvula borboleta varia conforme fatores como frequência de acionamento, pressão, temperatura, características do fluido e qualidade da manutenção. Quando corretamente especificada, ela pode operar por muitos anos com alto desempenho.
A válvula borboleta pode ser automatizada?
Sim. A válvula borboleta pode receber atuadores pneumáticos, elétricos ou hidráulicos, permitindo integração com sistemas de automação industrial e controle remoto dos processos.
Quando a válvula borboleta não é recomendada?
Dependendo da aplicação, outros modelos podem ser mais indicados. Processos que exigem controle extremamente preciso de vazão, fluidos altamente abrasivos ou determinadas condições de alta pressão podem demandar válvulas específicas, como válvulas globo ou outras soluções de controle.



